Dentro de mim há abismos inteiros de você.
Não vai voltar
Sei que por dentro leva no peito toda desilusão. Chora em segredo, sofre em silêncio, eu sei. Mas a vida vai ser bonita e com o tempo eu volto a sorrir…
Não sei porque você já pôs outra pessoa em meu lugar. Eu sinto que assim já foi mais fácil de aceitar…E mesmo se você mudar, querer voltar, não adianta mais. Agora que você quebrou aquilo que não vai voltar.
Cuidado, frágil!” palavras que a mim seriam atribuídas como um devido e sincero resumo. Frágil? Frágil onde, você me pergunta. Ah, frágil no peito, no concedimento de valores e amores, na preservação e na desvalorização de algo, nos pés cansados de andar sozinho, nos braços exaustos de carregar peso, no coração amedrontado por um rótulo de amor incabível, no cérebro que liga tudo com tudo e acaba pensando em nada, no olhar triste-feliz que levo por qualquer lugar, no aperto de mão suave que dou ao cumprimentar, no sorriso frouxo que diariamente me vem, no comprimento de sentimento, na abundância da falta do mesmo, na proporção de um ser tão grande com tão pouco para oferecer, no cansaço físico e mental, na minha ausência de palavras, na minha perplexidade diante de tudo que venha a me amedrontar ou me ferir, afinal, sou frágil. No calor de dois braços vazios, na minha falta de interesse, na minha carência de tudo, desde amores à comida da minha vó. Na minha infância bem vivida (exageradamente vivida), na minha adolescência frustada e na minha maturidade insana. Você me pergunta: onde é que é frágil? Bem, tudo é frágil; frágil sou eu, oras. Tem que ter lugar?
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Alugue Felicidade. (via
hishot)
entrelinh4s-do-horizonte:
Até onde vai essa estrada? Seria melhor voltar?
(by Anne Strickland)